Você se lembra do apóstolo João, "o discípulo a quem Jesus amava". Quando João já era velho, foi feito prisioneiro por um cruel imperador de Roma e mantido numa pequena ilha chamada "ilha de Patmos", que fica no mar Egeu, não longe de Éfeso. Enquanto João estava confinado nessa ilha, o Senhor Jesus Cristo veio a ele e lhe mostrou algumas coisas que haviam de acontecer.
Foi no dia do Senhor, o primeiro dia da semana, quando de repente João ouviu atrás de si uma voz forte, tão forte como o som de uma trombeta. Voltou-se para ver de quem vinha a voz; e então viu sete candelabros de ouro, e no meio deles Alguém que João reconheceu imediatamente como seu Senhor Jesus Cristo. Mas Cristo, tal como o via agora, era muito mais glorioso do que fora enquanto vivia como homem na terra. Estava vestido com uma longa túnica branca, com um cinto de ouro sobre o peito; seus cabelos e seu rosto resplandeciam tanto que pareciam brancos como a neve; seus olhos fulguravam como fogo; seus pés eram como bronze polido, reluzente como numa fornalha; e sua voz soava como o estrondo de uma poderosa torrente de águas. Em sua mão direita segurava sete estrelas; e dele emanava uma glória mais brilhante que o sol.
Quando João viu seu Senhor em todo esse esplendor, caiu a seus pés, tomado de grande terror. Então sentiu a mão direita de Cristo pousada sobre ele; e ouviu sua voz, que dizia:
"Não temas; eu sou o primeiro e o último, e o que vive. Estive morto, e eis que estou vivo para todo o sempre. Escreve as coisas que viste, e outras que te mostrarei, e envia-as às sete igrejas da Ásia. As sete estrelas que vês em minha mão são os ministros das sete igrejas; e os sete candelabros que estão ao meu redor são as sete igrejas."
Então o Senhor deu a João as palavras de uma carta que lhe ordenou escrever às sete igrejas daquela parte da Ásia, das quais a de Éfeso era a primeira. A cada igreja devia ser enviada uma carta diferente, a palavra do Senhor Jesus àquela igreja, louvando-a por algumas coisas e repreendendo-a por outras. Quando essas palavras foram dadas às igrejas, João viu uma porta aberta no céu; e ouviu uma voz como o som de uma trombeta, que lhe dizia: "Sobe a este lugar, e eu te mostrarei as coisas que hão de acontecer."
Então, imediatamente, João foi arrebatado ao céu, e viu o trono de Deus, e Alguém assentado nele, a quem mal podia ver, por causa da glória deslumbrante que o cercava. E sobre o trono havia um arco-íris de muitas cores. Ao redor do trono estavam vinte e quatro anciãos, os anciãos da igreja, vestidos de branco, com coroas de ouro na cabeça. Do trono saíam relâmpagos, e trovões, e o som de vozes. Diante do trono havia um mar de vidro, semelhante ao cristal, e junto ao trono estavam quatro estranhos seres viventes, cada um com seis asas. E esses seres viventes diziam: "Santo, santo, santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, que era, e que é, e que há de vir."
E então os anciãos se prostravam e adoravam aquele que está assentado no trono, e depunham suas coroas a seus pés, dizendo: "Digno és, ó Deus, nosso Senhor, de receber a honra, e a glória, e o poder; porque tu criaste e fizeste todas as coisas."
Depois João viu, na mão direita daquele que estava assentado no trono, um livro em forma de rolo, escrito de ambos os lados e selado com sete selos. E um anjo poderoso clamou em alta voz: "Quem é digno de abrir o livro e de desatar os seus selos?"
E ninguém, em todo o céu, nem na terra, nem debaixo da terra, podia abrir o livro nem desatar os seus selos. Então João começou a chorar, porque não se achou ninguém digno de abrir o livro, nem sequer de olhar para ele. Mas um dos vinte e quatro anciãos falou a João, dizendo: "Não chores; eis que o Leão da tribo de Judá, aquele que veio de Davi, venceu, e tem o direito de abrir o livro e os seus sete selos."
Então, diante do trono, e entre os anciãos e os quatro seres viventes, João viu, de pé, o Cordeiro de Deus, Jesus Cristo, com as feridas da cruz sobre ele, nas mãos, nos pés e no lado. Ele veio e tomou o livro da mão direita daquele que estava assentado no trono. E, quando tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se todos diante do trono. Cada um tinha uma harpa e uma taça de ouro cheia de incenso, como o que se usava no Templo, em sinal das orações do povo de Deus. E todos cantavam um cântico novo, com estas palavras:
"Digno é o Cordeiro que foi morto de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor."