De Atenas, Paulo foi para Corinto, outra cidade da terra da Grécia. Estava sozinho, pois seus companheiros de trabalho, Silas e Timóteo, ainda não haviam chegado de Tessalônica. Mas em Corinto Paulo encontrou pessoas que logo se tornaram seus queridos amigos. Eram um homem chamado Áquila e sua esposa Priscila, que haviam vindo recentemente de Roma para Corinto. Todo judeu, naqueles tempos, aprendia algum ofício, e o ofício de Paulo era tecer um pano grosseiro usado para fazer tendas. Aconteceu que Áquila e Priscila também eram fabricantes de tendas, e assim Paulo foi morar na casa deles, e trabalhavam juntos fazendo tendas.
Nos dias de sábado, Paulo ia à sinagoga, e ali pregava o evangelho e falava de Cristo com os judeus e também com os gregos que adoravam a Deus na sinagoga. Alguns criam nas palavras de Paulo, e outros se recusavam a crer, opondo-se a Paulo e falando contra ele. Depois de algum tempo, Silas e Timóteo chegaram de Tessalônica para se encontrar com Paulo. Trouxeram-lhe notícias da igreja de Tessalônica e algumas questões que estavam perturbando os crentes de lá. Para responder a essas questões, Paulo escreveu de Corinto duas cartas, que você pode ler no Novo Testamento. Chamam-se "A Primeira Epístola aos Tessalonicenses" e "A Segunda Epístola aos Tessalonicenses". Essas duas cartas são os mais antigos escritos de Paulo que se conservaram. Não sabemos se Paulo escreveu cartas a igrejas antes dessas; mas, se escreveu, as cartas se perderam.
Agora que Silas e Timóteo, além de Áquila e Priscila, estavam com Paulo, ele já não estava sozinho, e começou a pregar com fervor ainda maior do que antes, anunciando aos judeus que Jesus era o Cristo de Deus. Quando percebeu que os judeus não queriam ouvir, mas diziam palavras malignas contra ele e contra Cristo, Paulo sacudiu as vestes, como quem sacode delas o pó, e disse aos judeus: "O vosso sangue caia sobre a vossa própria cabeça, não sobre mim; estou livre de culpa, pois vos anunciei o evangelho, e não quisestes ouvi-lo. De agora em diante deixarei de falar-vos e irei aos gentios."
E Paulo saiu da sinagoga, e com ele foram os que criam em Jesus. Encontrou uma casa perto da sinagoga, pertencente a um homem chamado Tito Justo, um gentio que adorava a Deus, e naquela casa Paulo pregava o evangelho a todos os que vinham, tanto judeus como gentios. Muitos dos que ouviam creram em Cristo e foram batizados; e entre eles estava um judeu chamado Crispo, que havia sido o principal dirigente da sinagoga. Mas a maioria dos que se uniram à Igreja de Cristo em Corinto não era de judeus, e sim de gentios, homens e mulheres que se converteram dos ídolos a Deus. Certa noite, o Senhor veio a Paulo numa visão e lhe disse: "Paulo, não temas; fala, e não te cales. Eu estou contigo, e ninguém se levantará contra ti para te fazer mal; porque tenho muito povo nesta cidade."
E Paulo permaneceu em Corinto um ano e seis meses, ensinando a palavra de Deus. Depois de algum tempo, os judeus, em grande multidão, lançaram-se sobre Paulo, agarraram-no e o levaram ao tribunal, perante o governador romano, dizendo: "Este homem persuade o povo a adorar a Deus de um modo proibido pela lei."
Paulo já abria a boca para responder a essa acusação quando Gálio, o governador, falou aos judeus: "Ó judeus, se se tratasse de algum crime ou de alguma maldade, eu vos ouviria. Mas, se são questões de palavras, de nomes e da vossa lei, cuidai vós mesmos disso, pois não quero ser juiz dessas coisas." E Gálio expulsou todos os judeus do tribunal. Então alguns dos gregos agarraram Sóstenes, que era o principal dirigente da sinagoga, e o espancaram diante do assento do juiz, na sala do tribunal. Mas Gálio não se importou com nada disso, pois julgava que era uma briga por coisas sem importância.
Depois de permanecer ali muitos dias, Paulo despediu-se dos irmãos da igreja de Corinto e partiu num navio, atravessando o mar Egeu até Éfeso, que era uma grande cidade da Ásia Menor. Com Paulo iam seus amigos Áquila e Priscila. Em Éfeso, Paulo entrou na sinagoga dos judeus e falou com eles sobre o evangelho e sobre Cristo. Só pôde ficar pouco tempo, embora lhe pedissem que ficasse mais; mas ele disse: "Agora preciso partir; mas, se for da vontade de Deus, voltarei a vós."
E embarcou de Éfeso, deixando ali Áquila e Priscila até que voltasse. Paulo navegou pelo Grande Mar até Cesareia, na terra da Judeia. Ali desembarcou, e de lá subiu a Jerusalém e visitou a igreja-mãe. Depois viajou de volta a Antioquia, a cidade de onde havia partido.
E esse foi o fim da segunda viagem de Paulo entre os gentios, pregando o evangelho.